sábado, 1 de fevereiro de 2014

ZECA, O TAXISTA EM APUROS

Zeca viu que a vizinha cobiçada partira de casa rumo à escola do filho. Usava um vestido generosamente curto. Seguiu a bela como pássaro sedento rumo ao brejo. Ofereceu carona. Zeca era solteiro. Ela mal casada. A mulher aceitou, depois de olhar pros lados. Quando Zuleica sentou-se Zeca entrou em desespero. Não sabia se metia a marcha ou se enfiava-se naquele mar de tentações. Por fim saiu. Como carro pede marcha o tempo todo, Zeca se viu naquele encanto... Gostoso como sombra de igreja. Deu uma suadeira danada no trabalhador de meia idade. Zeca fez correr o dedo na testa várias vezes. Quando a dengosa chegou à escola do rebento subiu a calçada, para chegar ao portão... Generosa calçada, alta como as nuvens que encantam poetas.. De novo a cabeça de Zeca entrou em parafuso. Tudo que cobiçava e desejava há tanto tempo estava ali a sua frente, para ser... Na volta pra casa Zeca passou o tempo inteiro zonzo, abestalhado,... com um cuidado danado na criança...

João Teles de Aguiar
Professor e membro da APL

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