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domingo, 8 de junho de 2014

NÓS...

Usamos eletrônicos radioativos
Alimentamos com cada vez mais química
Não queremos mais saber de caminhar
Até pra irmos à casa de um vizinho, usamos motor para nós deslocar
Compramos tudo e não cuidamos mais em improvisar,
Nem quando um objeto quebra não nos ocupamos mais em concertá-lo
Procuramos maquinas multifuncional para nos facilitar
Com eficiência, rapidez e sem nada manual,
Preferimos usar em tudo controle remoto
Para não precisar mais estar-nos a se levantar.

Nós não queremos mais trabalhar
Procuramos um emprego que seja confortável,
Que trabalhe pouco e ganhe mais.
Amor, felicidade, Deus,... São pensados no plural
Nossos sonhos são; conforto e adquirir poder, fama e ascensão social

Estamos ficando cada vez mais sensível a natureza
E ao mesmo tempo mais distante dela estamos a ficar
Não queremos mais pegar sol para não enegrecermos e nem suar,
Todos nós estamos ficando cada vez mais artificial.

Queremos cada vez mais é consumir, experimentar, usar e descartar,
Não pensamos as suas causas e consequências
Nem o destino aonde vai nos levar.

Desejamos tudo de bom só para nós
E não pensamos mais no bem dos nossos semelhantes.
Tudo nos meios de comunicação em massa está passando
Em três dimensões e em tempo real
As inúmeras informações passam como numa esteira a nossa visão
Tão velozes não temos tempo de refleti-las
E continuamos desinformados e ignorantes.

Francisco Erandir Lima Albuquerque (2012)
Membro da APL

terça-feira, 29 de abril de 2014

A EMPOLGAÇÃO DA RIQUEZA

Desde muitos anos, a partir do Holoceno, o homem tem uma usura de acumular bens; gosta de possuir coisas sempre mais que alguém e assim valorizar empolgadamente tudo o que possui. 

Maria do Socorro era órfã de mãe há dez anos; seu pai lhe cedera uma boa parte da herança que lhe pertencia por direito, à qual dividia também com um irmão. Imediatamente, este já gastara tudo com a bebida, farras, enfim... Socorro, uma mulher de uns vinte e poucos anos de idade, aproximadamente um metro e sessenta de altura, de grossura média, pele rosa-escuro, cabelos pretos, olhos marrons, unhas sãs e bem esmaltadas - gosta de ser rica, ambiciosa, lasciva, preconceituosa, mas diz que não é nada disso. 

Na casa dela, uma mansão luxuosa, a fachada é toda feita no capricho, cerâmica brilhante, portões de ferro e uma linda porta de acesso, uma veneziana de móvel resplandecente de cor vermelho vivo; na sala de visitas, importantes e preciosos móveis e estofados, tudo de alto valor, alto custo, onde se encontra valiosos objetos, bons e de última geração, tapetes riquíssimos em todos os batentes e carpetes. 

Em dias de festa, ela se pinta e se arruma toda para dançar e também mostrar a riqueza e o valor materialista. É exagerada em tudo: nas roupas, nos calçados, nos tamancos de salto alto, esplêndidos e de bons materiais; os cabelos liberam odor e brilho a uma distância de vários metros; nos lábios, batom 24 horas, cor inédita e resistente, e fazia inveja a qualquer mulher; usa também joias preciosíssimas, de outros materiais (ouro, diamante etc.); no pulso usava um relógio que, com certeza, teria custado uma fortuna. 

Quando dava minutos após o começo da festa dançante, ela saia com seu filho de casa, num carrão do ano e de cuja marca talvez ali naquela cidade não existisse outro igual.

Ela não frequenta a igreja, só porque lá tem é pobres! Certa vez uma pobre vizinha perguntou: 

- Socorrinha! Diz-me uma coisa, a Sra. não vai para missa, não? 

-Eu!? Não! - riu-se - Minha filha, rica e bonita, não preciso dessas coisas aí na minha vida. Não dependo de santos, igreja, missas para viver. Eu sou rica o suficiente. - bateu ela arrogantemente no peito como expressão de escárnio e menosprezo, cheia de tanto orgulho e ignorância. - Rica como eu, eu sou mais eu! Sou independente até de espíritos, como Deus, Jesus! Tenho muito dinheiro, muito! pois tenho condições para comprar a minha própria vida e a minha saúde, minha e do meu filho aqui.