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quinta-feira, 14 de maio de 2015

O MENINO JOSÉ



Em uma pequena cidade no interior do Ceará vive uma alegre criança chamada José. Cheio de saúde e com uma grande quantidade de energia para gastar, José brinca todos os dias com seus colegas e amigos ao lado de casa. Suas brincadeiras preferidas são: esconde-esconde, polícia e ladrão, pega-pega, cobra cega, queimada e pião. 

Certo dia, em seu aniversário de oito anos, José ganha de familiares e amigos vários presentes. Dentre estes estava um smartphone, um tablet e um Playstation 3. Como era muito esperto e inteligente logo se adaptou as novas tecnologias que ganhara. 

Os pais o ajudaram na utilização desses aparelhos, além disso, compraram uma série de jogos para PS3, baixaram uma gama de jogos e aplicativos para o smartphone e tablet, e aumentaram o plano de internet. Eles tinham o objetivo de manter José dentro de casa, pois tinham medo de deixá-lo envolver-se em atividades ao ar livre, onde estaria, segundo eles, mais exposto ao perigo. 

O tempo foi passando e José foi gradualmente se viciando em jogos e internet, principalmente depois de criar para si uma rede social. Os pais não estabeleceram limites ao filho na utilização das novas tecnologias e estas, ao invés de ajudar, causaram problemas ao menino. 

José se distanciou dos amigos com os quais brincava, pois o tempo que tinha livre passava jogando ou então conectado ao mundo virtual. Na escola, ele passou a ter dificuldades a aprender o conteúdo passado pelos professores, afinal não parava de pensar nas atividades que exercia no tempo livre. Aquele menino, que antes era delgado e tinha um corpo fininho, devido à má alimentação e ao sedentarismo começou a ficar obeso. 

José, enfim, depois de seu aniversário nunca mais foi o mesmo!

Hélio Costa
Membro da APL

quinta-feira, 5 de março de 2015

GUERREIROS(AS) DO SERTÃO


Ao cantar do galo, como de costume, seu José acorda. Após amolar a foice e organizar os instrumentos de trabalho ele deita em seu "tucum", armado no alpendre da casa. Na ocasião, observa o nascer do sol e, ao mesmo tempo, analisa como será o clima do dia. A maioria das vezes, de forma incrível, ele acerta; outras, entretanto, não! 

Dona Rita, mulher de seu José, sabe que quando o marido deita-se no tucum é porque o mesmo está à espera de seu delicioso e tão almejado café. Por isso, acorda-se ao mesmo tempo do varão, faz o fogo à lenha e produz a bebida. Quando as condições estão favoráveis o café é tomado junto com pão, tapioca ou beiju, mas quando não estão o jeito é bebê-lo escoteiro.

Com cinco filhos para criar, seu José sabe que a ‘mordomia’ é curta e que logo terá que se dirigir à roça, juntamente com seus três filhos, os quais, apesar de serem menores, compreendem a importância de ajudar o pai na manutenção da casa. As filhas, todavia, ficam na companhia da mãe e a ajudam na organização do lar. Ambos os pais entendem que a educação é primordial e que somente ela poderá dar um futuro diferente aos filhos. Por isso, respeitam o tempo que eles necessitam à escola. Assim, os filhos se eximem da responsabilidade no momento de estudo, mas tendo que contribuir em outra ocasião. 

Seu José, com a foice e uma "cabaça" d’água no ombro, se encaminha ao serviço. Trabalha, em meio ao sol impiedoso, de sete às onze horas da manhã e de uma às cinco horas da tarde. Assim, é sua labuta diária. 

Nota do autor: Essa história fictícia, mas que trata de uma realidade comum do sertão nordestino tem por objetivo apresentar um pouco da vida dos agricultores de nossa região, os quais enfrentam diariamente as intempéries da natureza para colocarem comida sobre a mesa. O processo da lavoura (roçar, queimar, plantar, capinar, cuidar e coletar) exige muito dos trabalhadores rurais, que carregam em sua pele as marcas do sofrimento. Como se não fosse suficiente, ainda são obrigados a direcionar seus filhos à lavoura, tendo por fim a diminuição e avanço do serviço laboral. Não é por que querem, mas sim por que a necessidade os impõe, afinal nenhum pai responsável deseja infortúnio ao seu próprio filho. 

Hélio Costa
Membro da APL

terça-feira, 29 de abril de 2014

À ÚNICA ROSA DO MEU JARDIM

A ti eu agradeço
Por ter me ajudado
Sou mais do que feliz
Vivendo ao teu lado.

Nas horas boas e ruins
Sempre está comigo
Acompanhando e apoiando
Oferecendo o ombro amigo.

A extinção da relação
Certamente era prevista
Pela diferença de idade
Que sociedade tradicionalista!

De nossa união
Um fruto já brotou
Mostrando aos descrentes
Que o amor não se esgotou.

É por meio desses versos
Que exponho meu amor
A você grande mulher
Que luta sem temor.

Hélio Costa
Membro da APL