quinta-feira, 9 de maio de 2013

ALCANÇO

Campo de trigo com corvos, de Van Gogh
Faltou braço
Pra alcançar o teto.
O que eu faço?
Céu tão longe!

Faltou também 
Compreensão.
Mesmo antes 
De ser feto,
O que tinha?

Já não espanta 
Reles morte,
Nem o pranto,
Por enquanto...
Nada é pior 
Que ser forte.

Benedito Rodrigues
Membro da APL

segunda-feira, 6 de maio de 2013

REVENGE, A SÉRIE

E depois de mais de duas décadas exibindo filmes e séries onde os mocinhos e heróis vencem seus inimigos, com super aviões, helicópteros, metralhadoras, fuzis, pistolas e músculos, a televisão brasileira volta a nos presentear com uma série a la Macgyver da era high tech. 

Estou me referindo à série Revenge, estreada na "toda poderosa" phenix prateada em março deste ano. 

Nela a mocinha Emily Thorne/Amanda Clarke, vivida pela belíssima atriz Emily VanCamp, que fora vítima de poderosos algozes volta ao seu antigo endereço para vingar-se dos mesmos.

Sem dar um tiro sequer e usando apenas duas armas: O cérebro para pensar e o dedinho indicador para apertar a tecla enter... 

É desta maneira que ela deleta a cada domingo mais um de seus inimigos. 

Com muito charme e meiguice ela me fez novamente voltar a passar mais de uma hora em frente a tv. 

É que visando não perder um só capítulo já me transformou num assíduo telespectador da última parte do Cansástico (Royalties para, Macaco Simão, o Zé). 

Tenho dito... E sempre!!!

Manuel de Jesus
Membro da APL

domingo, 5 de maio de 2013

ESQUECI-ME E FUI

A persistência da memória, de Salvador Dalí

Minhas unhas cresceram,
E nem vi...
Meus pés racharam,
E não senti...
Minha cabeça embranqueceu,
Foi tão rápido!
Meu amor por ti cresceu,
Só vivi...
Minhas forças já passaram,
Persisti...
Meus sonhos não findaram,
Estão aqui!
Tudo muda, passa rápido,
O eterno onde há?
Nem sei, já vi passar...
Eu mesmo sou o esquecimento,
Que perpassa o tempo,
Nem o sabemos...
Pra onde? Cá!

Benedito Rodrigues
Membro da APL

A AURORA DOS MEUS ANOS

Nino e o Pião, de Márcio Pita

Ah! que saudade que dá
Da meninice querida,
Do belo tempo da vida
Que o cruel tempo levou!

Que amor... quanta saudade
Daquelas noites brejeiras,
Dos namoros inocentes,
Diferentes de agora,
Perto da tamarinheira,
Junto à coluna da hora.

Lembro com muita saudade
Das travessuras que fiz,
Quando água ia buscar
No saudoso chafariz.

A  Palma amada e querida
No tempo em que era menino,
Lembro  do toque do sino,
Nas tardes de domingo
No alto da nossa matriz.

Ah! minha Palma, meu lar,
Do céu das noites escuras,
Das noites de lua cheia,
Lembro com muita saudade
Da minha tenra idade
Que o tempo de mim roubou.

Oh! meus dias encantados
Ah meus sonhos ... as  quimeras
Quão doce a vida era,
Vida de paz e de amor!

Lá no meu interior,
Brincava com a meninada
Nas noites enluaradas,
Ouvindo o sapo cantar!

Tomava banho de açude,
Que alegria, que vida!
Não tinha a vida sofrida,
Que a idade faz penar.

Tempos bons... tanta alegria!
Naqueles anos dourados,
Naqueles tempos passados,
Foi bom tempo de brincar.

Que primor! Relembro agora
Das tardes de brincadeira,
Dos meus carros de madeira
E das gaiolas de palmeira,
Que sempre irei me lembrar!

Na aurora dos meus anos,
Foi tão bom... foi primavera,
Tempo de flores, a vida era.
Nas cheias do nosso rio
O bom mesmo foi nadar.

E não posso esquecer
Dos meus banhos na barragem,
Ficou a mais bela imagem
Do retrato a emoção!
Da canoa do Seu Valto
Bate forte coração!

Aviso a quem é menino
Que não perca tempo agora,
Esta é a trajetória
Que os anos irão levar!

Davi Portela
Membro da APL
(Parodiando Casimiro de Abreu, “Meus oito anos”)

sábado, 4 de maio de 2013

MULHER, MULHER!

La Scapigliata, de Da Vinci
Oh, mulher que me arrebata
Pro centro do coração
Me detrata, me maltrata
Cada dia, não sei não!
Eu gosto desse chamego
Oh, meu Deus, oh, meu Deus, não!

Está mui bem do tem lado
Tem o gosto de um quindim
Eu adoro as tapiocas
Que, eu sei, só são pra mim
Detesto ter que ir embora
Sem teu cheiro de carmim!

Tu me fazes muito bem
Teu amor tem gosto bom
És sincera, generosa
Sempre gosto de estar com
Essa menina faceira
Que tem lábios de bombom!

Teu arrocho é um achado
Todo toque é bom demais
Quando corro pro teus braços
Sou ligeiro, feito um ás
Quero toda tu, todinha
Desejo todos os teus ais!

Prof. João Teles
Membro da APL

quinta-feira, 2 de maio de 2013

UM FERIADO NO 4.0


Pois bem: Tentando buscar a pista de pouso em um horizonte ainda um pouco fechado eis que: 

Pois bem 2: Ontem, feriado, dia do trabalhador (E todos os dias não o são?) almocei fartamente... Não que o fastio tenha ido embora de vez, levando junto consigo o tédio... Nada disso...

Pois bem 3: É que justamente neste dia, amigo pessoal me convidara a rangar com ele que comemorava sua adentração (diabo é isso hien?) ao clube dos quarentões... E... e... e... e...

Pois bem 4: -E o quê, seu fela da gaita? Dirá o mais impaciente dos meus amados, idolatrados, estimados e tantos outros ….ados leitor destas agora mal traçadas linhas...

Pois bem 5: -Calma!!! calma!!! calminha... amado... estimado... idolatrado e tantos outros ….ados leitor... -Aceita um alprazolam? Se sim... somente amanhã lerás o que agora estou a grafar com uma certa sonolência... 

Pois bem 6: E como todo aniversário, houve as felicitações, desejos de paz, saúde, sucesso felicidades e por aí vai....

Pois bem 7: Mas como nem tudo na vida são flores, depois da alegria e do saboroso rango, (fazia tempos que eu não comia assim) veio um sacana que tocou na parte mais frágil da situação, deixando um tanto sem jeito o novo quarentão...

Pois bem 8: -É camarada, agora não escaparás... O próximo passo será o exame de toque... E não fuja... Pronunciou com certo sarcasmo o amigo da onça...

Pois bem 9: Imagine a fisionomia de um jovem conservador diante de uma proposição destas?

Pois bem 10: Risada geral... 

Pois bem 11: Passado a algazarra e o nervosismo do colega eu asseverei:

Pois bem 12: Ai Deus do céu!!! O que vão pensar de mim? Já vou beirando os 4.5... 

Pois bem 13: Mas como sou macho... machão mesmo... não recuei... Não vai ser isso que vai abalar minha masculinidade... 

Pois bem 14: -E tem mais: Se até Pepeu tem o seu lado feminino... 

Pois bem 15: -Por que eu também não posso ter o meu...? Ademais vou logo deixar claro, e espero não sofrer preconceito com isso que tenho sim; o meu lado feminino e que ele é bem moderninho até... -Gooooosta!!! E como gosta de mulher...

Pois bem 16: Mas voltando ao assunto principal... Acalmei o novo quarentão.... -Fique tranquilo amigo... Tudo ocorrerá na mais pura normalidade...

Pois bem 17: Eles (os urologistas) são muito profissionais... 

Pois bem 18: E relatei, com certo constrangimento minha primeira experiencia (ai!) e que experiencia!!! (ufa!!!) Precisa ser muito macho para se desnudar assim diante de uma turma de galhofeiros...

Pois bem 19: -Ah!!! confessaste né caboco véi? Por trás deste machão...

Pois bem 20: -Olhe... Mas respeito!!! (pra que fui falar? Pensei com meus botões...) E como parecia que eu era o mais velho dentre os presentes, usei e abusei do estatuto do idoso. Exigi consideração, e principalmente atenção pela minha maior experiencia, apesar de ter certeza que dentre os presentes havia outros também já vividos no assunto... 

Pois bem 21: Clínica lotada, a atendente me chama pelo nome, me levanto meio sem jeito e de cabeça baixa achando que todo mundo ali sabia o que iria me acontecer em breve, adentro ao consultório meio gelado, batimentos cardíacos acelerados e por aí vai...

Pois bem 22: Com muito profissionalismo o médico ordenou que eu pusesse minhas calças num cabide ao canto, que deitasse de ladinho em uma maca ao lado e que pusesse meus joelhos coladinhos no tórax... Tudo não durou mais que trinta segundos... Os mais longos trinta segundos de minha vida... E pronto!!! Fui liberado... Desconforto mesmo foi dirigir de volta para casa... (Acho que todo consultório de urologista deveria ter um chuveiro...)

Pois bem 23: Nada demais... Relato superprofissional... Mas que um certo dia foi contestado por amigo, técnico em informática que vez por outra em conversa durante os trabalhos do mesmo adentramos ao assunto...

Pois bem 24: -Manezim... Você acha isso normal é por que teve a sorte de não ter sido examinado por o Dr. Fulano de Tal, O impiedoso!!! Falava o meu amigo, de certo urologista a quem a natureza fora generosa quando da criação de seus membros. E concluiu: -O homem tem um dedo médio de causar calafrios... Até em cabras fortes que nem você...

Tenho dito... E sempre!!!

Manuel de Jesus
Membro da APL

quarta-feira, 1 de maio de 2013

OS DOIS PRIMEIROS SÓCIOS-CORRESPONDENTES

A Academia Palmense de Letras (APL) já conta com seus dois primeiros sócios-correspondentes. Trata-se de Valdemir Pacheco, advogado e poeta de Viçosa do Ceará, e de Gilmar Paiva, economista e poeta de Sobral (radicado em Fortaleza).

Saudações apeeleanas e votos de boas-vindas a ambos!
Valdemir Pacheco
Gilmar Paiva