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Por Manuel de Jesus
terça-feira, 6 de agosto de 2013
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
LOUCURA
Quando o levaram preso,
Disseram que era um louco.
Quando o fuzilaram,
Disseram que era perigoso.
E quando o crucificaram,
Disseram que era um fanático.
E por que ele era louco?
Por que era perigoso?
E por que era fanático?
(...) Porque ele sussurrava,
Mas também porque bradava.
(...) Porque falava manso,
E a plenos pulmões.
Mas o que ele bradava?
E o que sussurrava?
(...) A verdade!!!
Eleumar Cordeiro
sábado, 3 de agosto de 2013
O VALOR DO SERTÃO
![]() |
| Pintura de Ignacio da Nega. |
Meu sertão não tem valor
Que se meça em dinheiro
Pois de certo há de transpor
Num sentido verdadeiro
Toda medida de home
Que por si já se consome
Ao tentar lhe reduzir
Com a sua enganação
Erra em grande proporção
Empenhada em lhe medir.
Eis que a riqueza de cá
Não se traduz em metal
Pois lhe direi para já
Em que consiste o grau
É no riso sertanejo
Como um canto benfazejo
Duma fiel criatura
Que alegra o sertão
Apresentando a função
De louvar essa ventura.
Ventura que é também
Na festa da natureza
A que nos cria e mantém
Esbanjando a sua beleza
Ela está no passarinho
Tranquilo fazendo ninho
Que protege os filhotes
É na chuva de inverno
A mãe-terra em tom materno
Esbanjando os seus dotes.
Visto tudo o que disse
Embora seja bem pouco
Queria que me ouvisse
Nesse verso já tão rouco
Fazendo tal homenagem
Crio até uma coragem
De mais versos produzir
Tratando desse torrão
O qual amo de montão
E de onde não vou sair.
Benedito Gomes Rodrigues
Membro da APL
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Extra!!! Extra!!! - Cai a República Nacional Supirana
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Tenho dito... E sempre!!!
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
RESUMO DA OBRA "O QUINZE" EM POESIA
![]() |
| Os Retirantes, de Damião Martins. |
Mil novecentos e quinze
Nordeste à seca enfrentou
Inspirada em tal desastre
“O Quinze” Raquel criou.
O romance tem dois planos
Duas famílias do sertão
Tem de Chico Bento e a
De Vicente e Conceição.
Apesar dos vinte e dois
Conceição sem se casar
Com seu primo, o Vicente
Não parava de sonhar.
Uma parte muito trágica
Vou agora lhes contar
Ocorreu com Chico Bento
Foi-lhe grande seu penar
Sua vida de vaqueiro
Obrigado a abandonar.
Durante o longo percurso
Deixando pra trás o Norte
Seu caçula se envenena
Com a mandioca forte
Era brava e estava crua
E o levou rumo à morte.
À frente com desespero
Viu uma cabra e foi matar
Mas logo apareceu dono
Pra o animal lhe tomar.
Léguas e léguas depois
Com muita tristeza e fome
Primogênito de Chico
Num comboio segue e some.
Chegam, enfim, ao destino
Campo de concentração
Chico é reconhecido
Pela prima Conceição.
Anjo por Deus enviado
Ajudou a Chico Bento
Conseguiu-lhe um emprego
E findou seu sofrimento.
Autoria: Claudene Teles
Revisão: Benedito G. Rodrigues
VÊNUS DE PEDRA
Olhava distante uma rua sem fim.
De rara beleza, talvez espanhola;
Na tarde de sol, vestida em cetim.
Vênus moderna e ensimesmada,
De rara beleza, talvez espanhola;
Na tarde de sol, vestida em cetim.
Vênus moderna e ensimesmada,
Espraia fascínio por todo confim.
Idílica morena, coração de pedra;
Candura aparente de um serafim.
Fosso assombroso de indiferença;
Espinho elegante de morto jardim.
Encara com asco a mão do pedinte,
Embalde no peito a cruz de marfim.
Furtiva beldade, covil de soberba,
No palco da vida não há arlequim.
Antro inumano, sumiu contrafeita;
Do fruto somente a casca chinfrim.
Eliton Meneses
Membro da APL
Idílica morena, coração de pedra;
Candura aparente de um serafim.
Fosso assombroso de indiferença;
Espinho elegante de morto jardim.
Encara com asco a mão do pedinte,
Embalde no peito a cruz de marfim.
Furtiva beldade, covil de soberba,
No palco da vida não há arlequim.
Antro inumano, sumiu contrafeita;
Do fruto somente a casca chinfrim.
Eliton Meneses
Membro da APL
IRREQUIETO FIDALGO
Que sentido vai dar
À vontade desmesurada
De atirar-te ao nada?
Que sentido vai dar?
Diga-me, por dever!
Não pude ver razão nisso!
A que equivale o risco
De viver por nada?
Diga-me, peço-te!
Extrapole a vontade
De falar do que há em ti
E perpasse o discurso
Decorado de aprendiz
Que fala por falar
Vive por viver
Corre por correr
Se finda por findar
E tudo em nada
Num único jogo
Sem resposta
Faço-te uma aposta
Diga-me, peço-te!
Por que queres viver?
Eu vivo por viver
E por fazer algo
Por ter o que fazer
Só nem sei bem o que
Disseram-me antes de vir
Que aqui nesse devir
Algo é preciso pra viver
E vivo à procura dalgo
Mero fidalgo finito
Sem muitas respostas
Até à tampa de perguntas
E inquietações.
Mas, diga-me:
Que sentido vai dar
Ao algo que queres ter?
Benedito Gomes Rodrigues
Membro da APL
À vontade desmesurada
De atirar-te ao nada?
Que sentido vai dar?
Diga-me, por dever!
Não pude ver razão nisso!
A que equivale o risco
De viver por nada?
Diga-me, peço-te!
Extrapole a vontade
De falar do que há em ti
E perpasse o discurso
Decorado de aprendiz
Que fala por falar
Vive por viver
Corre por correr
Se finda por findar
E tudo em nada
Num único jogo
Sem resposta
Faço-te uma aposta
Diga-me, peço-te!
Por que queres viver?
Eu vivo por viver
E por fazer algo
Por ter o que fazer
Só nem sei bem o que
Disseram-me antes de vir
Que aqui nesse devir
Algo é preciso pra viver
E vivo à procura dalgo
Mero fidalgo finito
Sem muitas respostas
Até à tampa de perguntas
E inquietações.
Mas, diga-me:
Que sentido vai dar
Ao algo que queres ter?
Benedito Gomes Rodrigues
Membro da APL
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