segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

TELA DA IGREJA MATRIZ DE COREAÚ


Observem esta imagem 
Feita com simplicidade 
Pelos alunos do Ginásio 
Símbolo em nossa cidade 
É nosso cartão postal 
Nossa religiosidade 

Não é dum Portinari 
Nem Tarsila do Amaral 
É de alunos criativos 
Cursando o GINASIAL 
Mas com força de vontade 
Um dia se igualam aos "tal".

(Davi Portela)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

UMA HOMENAGEM AO MENINO FRANCISCO LUCAS CAVALCANTE SILVA

O pequeno estudante tinha um sonho, como qualquer criança de sua tenra idade. 
Brincar com os colegas e amigos, estudar, fazer os deveres de casa, ir à Escola etc..
Para no futuro ser útil à sociedade, trabalhar e constituir sua própria família,
Para a alegria e orgulho de seus pais e atendimento ao enunciado bíblico.
Mas a insensatez humana lhe roubou o futuro. O presente não mais existe.
Só restaram a saudade, a dor e as lembranças do passado tão curto, pois não lhe deram chance de ter o amanhã. Talvez o destino tenha a sua parcela de contribuição, por não se saber os desígnios de DEUS. 
O fato é que naquele lindo dia de 19/11 (Dia da Bandeira) do ano de 2015, ao começo da bela manhã ensolarada na zona rural de Coreaú, sua mãe o embarcou no tal “ônibus escolar” para levá-lo à Escola, como fazia todos os dias. O transporte estava sempre lotado de crianças, mas sequer LUCAS chegou à Escola, pois o caminho da Escola foi tragicamente interrompido quando foi lançado para fora do veículo pelo para-brisa, e jogando-o ao chão, tendo morte imediata, instantânea, e tudo fruto do descaso e negligência do Poder Público. LUCAS é mais um anjinho no Céu.
As Leis da Física (Lei da Quantidade de Movimento e a da Inércia) e o DN não negam.
Se o tal “ônibus escolar“ tivesse os cintos de segurança nos bancos, certamente ele estaria vivo na casa dos seus pais. 
Mas não, é todo irregular: pneus carecas, ferrugem, extintor de incêndio ninguém sabe, sem identificação horizontal indicando transporte escolar, monitor responsável dentro do ônibus ninguém sabe, sem sinto de segurança nos bancos do velho e surrado veículo de mais de vinte anos de uso, além do motorista que não seria habilitado para dirigir o Amarelão. 
O pai de LUCAS (Sr. José Francisco da Rocha) já havia reclamado e denunciado à gravidade do caso do veículo a diretora da Escola, mas nada foi feito e nenhuma providência foi tomada para amenizar ou resolver os graves problemas do transporte escolar daquela zona rural. E ninguém fez nada. E a tragédia anunciada, infelizmente aconteceu.
E os tais órgãos fiscalizadores (Prefeitura Municipal de Coreaú/Secretaria Municipal de Educação, Ministério Público do Estado do Ceará, Defensoria Pública, Conselho Tutelar, TCM, TCE etc.) onde andavam/estavam e o que faziam, enquanto debaixo dos seus olhos e de suas narinas as Leis e as Normas pertinentes de transporte escolar eram permanente e diuturnamente afrontadas, violadas e desrespeitadas (CRFB/1988, CBT, ECA etc.), e nada era ou foi feito?! Pois se algo tivesse sido feito, não impediria de ocorrer o acidente (pois acidentes acontecem), mas a vida da criança não teria sido grotescamente sacrificada. E não foi por falta de aviso não. O pai de LUCAS já havia reclamado e denunciado os graves problemas do ônibus a diretora da Escola e o Jornal Diário do Nordeste fez e estampou uma extraordinária e completa reportagem especial com o título “(DES) CAMINHOS DA ESCOLA” nesse mesmo corrente ano de 2015 alertando e denunciando tudo e todas as irregularidades, e mesmo assim, ninguém fez nada e nada foi feito para amenizar e/ou resolver os graves problemas, salvo uma operação policial noticiada naquele mesmo dia. 
O desabado do pai de LUCAS registrada na matéria do DN ao saber do trágico sinistro é de sensibilizar e chocar qualquer pessoa, menos as insensíveis e, ao que parece, de quem teria o dever de evitar que isso acontecesse, pois não há como não se indignar com a situação e com o ocorrido.
Se o Poder Público trata as crianças de hoje dessa maneira, como quererão que sejam os homens do amanhã?!.Muito menos seremos uma “Pátria Educadora.”. Pêsames a família enlutada.

COSMO CARVALHO

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

É dez!!!

Isso mesmo. Em quinhentos anos de Brasil o Exame Nacional do Ensino Médio-ENEM fora a mais genial criação de que temos notícias. E os bons frutos desta semente colheremos num futuro não tão longínquo, não tenho dúvidas disso. Eles, os frutos, serão no porvir a comprovação e validação destas mal traçadas linhas. Podes crer. Não a atoa, uma elite privilegiada que sabiamente já conhece os benefícios do mesmo para a grande massa de brasileiros excluídos sempre foi e ainda é contra o mesmo.

O profissionalismo das pessoas envolvidas neste evento majestoso (leia-se, aplicadores de provas, fiscais, professores, secretários e diretores escolares, dentre outros que direta ou indiretamente fazem parte do dia a dia da lide docente) dar orgulho a quem exige qualidade num momento singular na vida de estudantes que almejam adentrar ao ensino superior. Isso é indiscutível. Isso é inquestionável.

Falo isso, falo não, escrevo estas mal traçadas linhas com conhecimento de causa e por ser personagem ativo e passivo dos dois momentos da educação brasileira: O antes e o depois do ENEM. Como alunos e como professor. Pela segunda vez, sem propósitos audaciosos me submeto à prova única. Desde a primeira vez em 2011, já teci comentários semelhantes.

Por que é dez? Por que um exame de seleção que além de avaliar milhões de alunos neste Brasil continental e ainda os permite concorrerem à vagas no ensino superior simultaneamente em várias universidades não pode ser ignorado muito menos visto como uma coisa de pouco valor. Isso é o que chamamos de racionalização de gastos e tempo. É o tal de matar dois, dois não vários coelhos com uma pedrada só…

Com quase meio século de vida, sentar em uma sala, juntamente com uma juventude ávida por conhecimento e cheia de sonhos me dar uma satisfação sem tamanho. É como se eu recebesse um sopro de vitalidade e jovialidade. Isso não tem preço… E em assim procedendo eu pude comparar o valioso momento porque passamos hoje com o nosso momento quando em mesma idade destes jovens num pretérito não tão distante urrávamos para disputar vaga em apenas uma universidade.

Isso mesmo. Há menos de duas décadas meus caros jovens concorrer a vários cursos através dos tradicionais vestibulares nas inúmeras universidades era um privilégio de poucos. Justamente destes poucos que hoje atiram pedras no ENEM.

Já leram aquele provérbio que diz: “Só se atira pedra em árvores carregadas de bons frutos.”? Pois é isso ai. A critica descabida é justamente porque o mesmo tem suas inquestionáveis qualidades, técnicas, sociais, científicas dentre tantas outras inumeráveis ante meu paupérrimo vocabulário. Não nos acanhemos então antes aos retrógrados e conservadores de plantão sempre dispostos a atravancar o progresso social de um povo que já está atrasado em quinhentos anos. Ah… E não se esqueçam. Frequentar as empresas que comercializam “educação” a preço de ouro não é mais um grande diferencial para se ter sucesso neste exame. Basta compararmos os conteúdos programáticos oferecidos tanto no ensino publico como no privado. A construção do mesmo, ou seja do ENEM, teve como cerne promover a universalização do acesso independentemente da origem de seus concorrentes.

E por assim eu pensar, mais uma vez eu digo e quem não concordar que busque saber mais e mude o pensamento: “-O ENEM é dez… Isso mesmo… DEZ!!!”

Manuel de Jesus da Silva
(Velho)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

UM PÉ DE QUÊ?


Já era época de fins d’água, pelo ano de 1930, quando meu avô, ainda rapaz, o Major Tôrres, retornava montado em seu cavalo de uma quermesse em um distrito da cidade do Ipu, no sopé da Serra da Ibiapaba. Era noite, por volta de dez horas, e, como a lua fora cheia na mesma semana, ainda iluminava bem o caminho (era costume comum daquela época viajar em tempo de lua cheia). Quando chegou na passagem do Escondido, o caminho passava por baixo de um vasto mangueiral, sendo considerado assombrado por muitos. A luz de prata da lua não penetrava por entre a copa das mangueiras, fazendo do caminho uma escuridão assustadora e o vento ajudava com os seus caprichos a dar asas à imaginação. Ele já ia na metade do caminho quando de repente algo lhe tirou o chapéu da cabeça! Assustado, parou de imediato o cavalo e permaneceu paralisado do susto e esperando por mais alguma visagem. Nada aconteceu. Então ele recuou o animal um pouco e começou a procurar o chapéu. Achou-o e o colocou na cabeça e fez o cavalo andar. Novo susto, pois em um repente caiu o chapéu novamente. Ficou paralisado, atento a qualquer movimento que denunciasse o acontecido, mas nada percebeu e tateou no chão procurando o chapéu até encontrar e colocou na cabeça. Fez o animal andar e outra vez algo quis derrubar o chapéu, só que nessa ocorrência a raiva venceu o medo e num movimento rápido ele segurou o que tinha derrubado. Sentiu que era frio e começou a tatear para identificar do que se tratava e, para seu espanto, descobriu o pé de uma pessoa que estava pendurada enforcada e já em óbito. Esporou o cavalo com força e saiu em disparada sem olhar para trás. Meu avô nunca soube qualquer notícia do ocorrido e se foi real ou assombração!

Cláudio César
Engenheiro Agrônomo