sexta-feira, 31 de maio de 2013

Livre? Arbítrio!


Então disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão". 

Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 

Deus os abençoou e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra". 

Disse Deus: "Eis que dou a vocês todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês. 

E dou todos os vegetais como alimento a tudo o que tem em si fôlego de vida: a todos os grandes animais da terra, a todas as aves do céu e a todas as criaturas que se movem rente ao chão". E assim foi. 

E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o sexto dia. Gênesis (1-26,31) 

Pois bem: Estaria aí nas escrituras sagradas o grande bug da criação?

Não acho que Deus criou o homem para praticar tudo isso aí escrito, mas, se alguém escreveu dizendo que fora o Criador autor de tais heresias, a humanidade acreditou em cheio, e o que vemos ao longo dos milênios é a prática desmedida de tudo isso.

No modesto entender deste escriba-mor sucupirano, Deus criou o espírito do homem à Sua semelhança e lhe deu um envólucro carnal para se aperfeiçoar nas lutas terrenas. Aperfeiçoamento este proporcional ao bem praticado. Mas o que vemos?

O homem a caminhar como que regredindo aos tempos da barbárie, apesar do progresso intelectual... Ele, homem, levou mais que ao pé da letra o significado das palavras "domínio" e "subjugar", ao ponto de, movido por cupidez, ganância, ambição e tantas outras qualidades más, ter, ao longo dos milênios que deveriam ser de paz, harmonia e evolução, milênios de irrigação da terra bendita com o sangue inocente dos irmãos desvalidos...

Começou atirando pedras e paus... Com a descoberta da pólvora, que seria a matéria-prima unicamente para os espetáculos de cores dos fogos de artifício, a maldade humana descobriu que ela poderia impulsionar projéteis mais letais que pedras e paus. E a matança que era secular, mas artesanal, se intensificou quase que semelhante a uma linha de montagem. Triste caminhar da humanidade. O livre arbítrio que o homem filho de Deus recebera do Pai e Criador rumara para os tristes mananciais sangrentos das lutas injustificadas cuja história está aí para contar.

Poucos avanços houve de lá para cá... Algumas convenções sobre direitos humanos, pensadas após o advento da Revolução Francesa, não foram suficiente para acalmar os ânimos egoístas e malignos... 

Mas não dar mais para esperar! É preciso urgentemente clamarmos em uma só voz e em todos os idiomas conhecidos e falados pelo homem ao redor do planeta: "- Parem a matança!!! Parem!!!"

Para isso, que tal começarmos fazer circular mundo a fora um S.O.S clamando pela contenção da fabricação de armas de fogo? Se parássemos a fabricação de projéteis em geral hoje, em um mês o estoque ficaria zero, e por ter perdido a prática de brigar com pedras e paus, quem sabe a humanidade não se daria as mãos e num grande abraço fraterno diriam em uníssono: "- Meu irmão! Vamos nos proteger de nós mesmos?"

Tenho dito... E sempre!!! 

Manuel de Jesus da Silva

Presidente da Academia Palmense de Letras - APL

GOIABA

- Chore não! Já é tempo de mudar... – repetiu a si mesmo insistentemente um dia inteiro, sob o martírio da dor de cabeça.

A dor lancinante era fruto de uma preocupação que lhe corroía; perdera o emprego e a vontade de seguir adiante. Àquelas horas, restava-lhe pouca energia, sozinho - a mãe, a única que o acompanhara durante um bom tempo, viajara uma viajem definitiva, e já ele pensava em viajar também.

E seguiu outros dias com a constante perseguição duma voz que lhe dizia ao pé do ouvido:

- Fraco! Desista! Não há mais sabor! Fraco! Desista! Não há mais sabor...!

Não havia mais sabor na vida, mas não tinha coragem de tirá-la; esperava, contando as telhas, caibros, ripas, farpas, linhas do teto, contou até quantos dias, no máximo, poderia lhe restar de respiros, quantas aspirações lhe seriam doadas, talvez...

À manhã dum sábado, a rede já lhe enfadara e a zoada do balançar da vizinha velha lhe enlouquecia ainda mais; saiu numa caminhada. O dia começara amarelado, a vista também, como um rosto adoecido. Faltava disposição para andar uma passada mais rápida. Cabisbaixo.

Encontrou numa calçada um velho, barbas longas, roupa rasgada, sorridente (mesmo desdentado), e o viu, com a mão nos bolsos, ao que o andarilho lhe interpelou:

- Irmão, aceita uma goiaba?

Como poderia oferecer algo? Mais parecia um mendigo, os quais lhe causavam tanto asco com sua miséria. 

- Como é?

- Uma goiaba, irmão. Trago algumas comigo, estão limpas, e são doces; pode confiar!

- Que coisa! Um mendigo esfarrapado oferecendo uma goiaba a um diabo que nem eu? – pensou consigo.

- E aí, vai querer?

- Obrigado!

Mais passos acima na estrada...

- Mas que goiaba, heim! Nunca vi tipo desse solto por aí, deveria pedir, não oferecer, se bem que não tenho mais nada a doar, a qualquer um.

Por um instante lhe saiu da cabeça a fome de perder a vida, e tirou de foco o buraco que percebera em seus receios. Quando se lembrava da goiaba, da cena do velho a oferecendo, desviava de rota do que lhe atormentava. E viu o medo com um novo ponto de vista...

- Bendito mendigo! Bendita goiaba! Nem a comi e me fez bem... Fez-me repensar...

Passou ao rumo inverso; queria saber do velho o porquê da goiaba. Chegou ao lugar onde o velho estava... Vazio, nenhum rastro, sequer uma semente... Nada!

- Ora! – silenciou quase que também as reflexões.

O velho, mendigo ou fosse o que fosse, sumira do mapa. Na banca de jornal próxima questionou se alguém o vira, ninguém.

E nunca mais o veria, mas passaria a ter um apresso pelas goiabeiras, goiabas, goiabadas, até pensou em vendê-las... Viveu uns dias, meses, anos a mais. Durante esse tempo que (sobre)viveu, foi grato ao velho barbudo e esfarrapado, que por providência do acaso lhe tirou da cabeça a eternidade.

Benedito Gomes Rodrigues
Membro da APL

domingo, 26 de maio de 2013

Uma reza para Deus e um denário para o diango

É que eu fico a rir para não chorar: Explicar-lhos-ei agorinha mesmo... Me embrulha o estômago quando vejo gente cantando e pregando a ética, o escrúpulo e tantas coisas mais que deveriam ser qualidades imprescindíveis no ser ser humano mas que na prática diária se comporta pior, eu disse muito pior, do que a quem tanto criticam. Exigem cobrança das leis, até punição da natureza e destas não escaparão é lógico. É muita controvérsia... E discurso para ninguém crer. Principalmente pessoas de "poucas" letras como eu mesmo. Não digo que nunca faço estas críticas. Mas as faço sempre depois de me olhar no espelho, de refletir muito, mas muito mesmo se não estou enganando ninguém. Como cobrar das pessoas aquilo que eu também não pratico? Seria eu além de um corrupto incorrigível e safado, um hipócrita ordinário sem feitio, enganador e por aí vai...

Tenho dito... E sempre!!!

Manuel de Jesus
Membro da APL

O CHORO VELHO

- É cedo, Adorfo!

Toda visita ao Seu Aquino findava com sua afirmação de sempre... Ele se espraiava em tantas histórias de sua juventude; contava-se vitorioso por ter chegado à velhice e criado dez filhos. 

Aprendi com ele uma filosofia sutil, que perpassa as coisas mais cotidianas, como a angústia de perder a vaca que se embrenhara nos espinhos da caatinga, o medo de não ter o que comer no dia seguinte, a tristeza de ter filhos que viajaram antes de seus pais (antes do combinado, como diz Boldrin), mas também o regozijo com a colheita, com as primeiras chuvas, com o canto do passarinho, e as gargalhadas das prosas ao entardecer. 

As lágrimas escorriam pelo rosto enrugado, expressões sofridas. Aquele mesmo rosto, vi espalhado pelas casas de taipa ou adobe do interior. Sorrisos banguelas, vistas ruins, oiças mocas, pés rachados, o forte fumo Saci para mascar, as escarradas, a dureza nos gestos, as costas doloridas, tudo velho ao redor, inclusive o desleixo dos novos, que deixavam se perder as riquezas de outrora.

Seu Aquino uma vez me perguntou, serenamente:

- Adorfo, não é querendo ser caduco, não, mas tu sabe me dizer se tu acredita, já que é dortô, no Lá de cima?

- Eu acho que não acredito, Seu Aquino. Não tenho pensado muito nessas coisas. Mas respeito quem acredita.

- Tu me perdoa, Ardofo, mas já sou véi, e véi tem liberdade de falar coisas que novo não... Tu é muito besta pra ser dortô! 

- Por que, Seu Aquino? – perguntei ignorante.

- Ele tem que existir, senão eu não taria aqui e nem teria sentido tanto sofrimento! Ele tem que existir... Ele tem que existir, senão essas lágrimas nunca secariam, nem tampouco minha angústia morreria, se a esperança não fosse in flor. Ele tem que existir, e eu insistir que Ele existe, e vai me acudir, como acudiu minha mãe, na hora de parir. Ele tem que existir, como quando roguei pedindo forças para resistir levar a rede com o cadáver do meu filho, morto pelas abelhas, inté a cova que cavei. Ele tem que existir pra eu aguentar esse resto de câncer que tá me corroendo, só não corrói mais que a ansiedade de ir.  E Ele sempre existiu, dortô.

Jamais esperava que a conversa fortuita chegasse a algo tão longe. Fui honrado por ele ter sentido confiança para falar assim comigo. Uma lágrima caiu, a última. E eu só assisti Deus existir naquela hora, atônito. Acho que aquelas lágrimas derramadas não foram as últimas, num mar de histórias... Pressenti um pouco do que ocorre no intervalo nosso entre o Sempre e o Fim.

Benedito Gomes Rodrigues
Membro da APL

sexta-feira, 24 de maio de 2013

PASSADISTA.... NÃO... NÃO... É FUTURISTA...

Lembrando os idos finais da década de setenta quando ainda garoto íamos deitar às 19h00 depois de curtir o Programa Varandão na Fazenda na Rádio Tupinanbá de Sobral, com a voz de ouro do grande Atibones Ximenes... É muito bom... mas muito bom mesmo... Um aparelho de rádio ABC canarinho quatro botões, sobre uma mesinha no canto da sala, um carrego de pilhas Rayovac, as amarelinhas, novinho em folha e uma rede a balançar... Oh tempo de ternura e esperanças... Da vontade de... de... de... De enxugar as lágrimas que caem pelo rosto... Não se sabe se de tristeza por não ter parado no tempo ou de alegria por ter chegado até aqui onde chegamos...

Manuel de Jesus
Membro da APL

UMA FÁBULA À MODA PALMENSE

Num reino muito pertinho de nós, chamado “CROAHU”, situado numa “várzea grande”, havia um belo rio de magnífica ribeira, com águas límpidas e cristalinas. Numa época anterior à poluição, tão comum nos dias atuais, as aves bebiam das águas desse rio e nele as pessoas tomavam banho nas manhãs ensolaradas. Nas proximidades, vivia um REI que muito fazia para agradar os seus súditos. Porém, mesmo diante dum trabalho de Hércules para governar com soberania e altivez, não conseguia suprir as necessidades mais prementes do seu povo. E o tal rei resolveu buscar a solução mais sensata para poder honrar sua gente e merecer os elogios de um digno soberano. Então saiu mundo afora para tentar encontrar a maneira politicamente correta para a tão sonhada boa governabilidade. No meio de sua busca, ele encontrou uma senhora e fez a seguinte pergunta:

– Olá, como vai? Como a senhora se chama?

– Quem?! Eu? 

– Sim, a senhora! 

– Eu sou a VOZ DA CONSCIÊNCIA! O senhor não me conhece? Tem certeza? O que deseja de mim?! E o porquê da pergunta? Indagou a autêntica senhora.

O rei, humildemente, explicou a razão da pergunta.

– Sabe, senhora VOZ DA CONSCIÊNCIA, eu sou um grande rei, tenho muitos súditos e eles muito têm pedido o meu auxílio. Entretanto, não tenho conseguido fazer um reinado que realmente zele pelo bem-estar da sociedade, independentemente de quem quer que seja. Então, decidi olhar para dentro do meu mundo, dos outros “reinos”, olhar pra dentro de mim mesmo pra encontrar a resposta e solucionar este dilema. A senhora pode me ajudar? Ficarei grato e todo o meu povo!

– Ó, Vossa Majestade, sentirei o maior regozijo do mundo em poder fazer alguma coisa pela nação, e algo posso lhe dizer: tudo depende da sua consciência, da vontade política em querer mudar a realidade do seu reino. Mas conheço uma pessoa que lhe dará a resposta e a solução mais inteligente! 

– Quem é?!

– É uma senhora que está em TODO LUGAR!

– Não entendi! Onde ela mora?

– Ela mora perto de Vossa Majestade e de todos NÓS! É a senhora COMUNIDADE! Ela poderá ajudá-lo a encontrar a saída que tanto o meu rei procura.

Sem que o rei procurasse muito, logo ali estava a senhora COMUNIDADE, ao alcance de sua vista. Depois de um olhar atento, não foi difícil ao nobre soberano perceber que a senhora COMUNIDADE andava maltrapilha, cheia de necessidades, a mendigar o mínimo para sua sobrevivência. Mesmo com tal aspecto, a senhora se mostrava sábia a tal ponto de expor ao rei tudo o que sentia e sabia a despeito do seu governo. O soberano achegou-se a ela e pediu:

– Senhora COMUNIDADE, agora sei que somente você pode me ajudar e a todo o meu povo. Por obséquio, sem delongas e sem demora, diga-me o que posso fazer para receber o título e as honrarias de um autêntico administrador da coisa pública. 

– Senhor meu rei, estava mesmo à sua espera! Disse a COMUNIDADE. Até pensei que Vossa Majestade não viesse mais! "Palmas" pro senhor e vamos ao que interessa à nossa nação! Mas lembre-se: "A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las". Assim dizem os poetas!

– Olhe, senhor, um grande gestor precisa, antes de tudo, de uma boa assessoria, de excelentes "cortesões", precisa estar ombreado por pessoas sérias, competentes e que queiram o bem comum, ou seja, da COMUNIDADE. O senhor precisa, urgentemente, desfazer-se de um grupo "cancerígeno", tal qual cupim de terra ou barro de cemitério, que devora silenciosamente. Tome cuidado! Peça ajuda àquela senhora que encontrou no meio do caminho: a VOZ DA CONSCIÊNCIA. Veja, meu rei, tome precaução com os falsos amigos, com as falsas afinidades partidárias, com os "Judas" que cheiram e respiram dinheiro. Eles não são, decerto, amigos e súditos fieis!

Diante disse, o rei contestou:

– A senhora está enganada! Eu tenho verdadeiros amigos, leais a mim, que prezam por minha pessoa e não pelo prestigio advindo do poder que a mim foi dado.

– É ledo engano de sua parte! Retrucou a COMUNIDADE. Até mesmo Cristo foi traído na hora em que mais precisou. Jantando com seus discípulos, convivendo com eles, emprestando-lhes seu ombro amigo, Jesus foi, de repente, traído em troca de algumas míseras moedas de prata. 

Nisso, chega sorrateiramente, a VOZ DA CONSCIÊNCIA e declara: 

– No reino do “CROAHU”, temos um exemplo que dá nojo, senhor rei. Escute bem, veja só: já tivemos um rei, um grande homem que, infelizmente, o Criador o chamou prematuramente ao seu convívio. Ele era amado, bajulado pelos falsos amigos e correligionários. Mas, morrendo tal rei, antes mesmo que seu corpo esfriasse e fosse levado à terra fria, aqueles que diziam: "Senhor, eu te amo, eu sou fiel a ti, eu sou do teu partido", covardemente, correram para abraçar e pisar no "tapete vermelho" do sucessor do "trono". 

Depois de uma pausa, continuou a sábia senhora:

– Um grande rei não pode ser benevolente com pessoas que põem em primeiro lugar seus interesses pessoais em detrimento do bem público. Procure acompanhar-se de homens que o valorizem pela sua capacidade de trabalhar em prol da comunidade e afaste-se daqueles que o procuram simplesmente por causa do poder que ora ostenta. 

Em tom afirmativo, concordou a senhora COMUNIDADE:

– Isso mesmo, Majestade, acautele-se contra os beijos dos "Judas", contra as mãos frias de afeto e sinceridade que o senhor tem apertado. Esteja de olho vivo com as "continências" do dia-a-dia, imbuídas de interesses pessoais. Todo cuidado é pouco! Tenha muita cautela naqueles rituais do "beija-mão"! "Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo".

Mais uma vez pede a palavra a VOZ DA CONSCIÊNCIA:

– Senhor meu rei, gostaria que Vossa Majestade valorizasse mais os filhos deste solo, aqueles que aqui têm raízes fincadas. É sabido que o nosso "CROAHU" tem dado guarida aos forasteiros, a tal ponto do adágio popular dizer que nossa terra é MÃE para os estranhos, e MADRASTA para os legítimos filhos desta "PALMA" de chão. Comenta-se, meu senhor, que súditos de outros reinos têm "criado sebo no rim". E o nosso povo?! E a nossa gente?! Ó, senhor, que as minhas palavras ressoem na sua CONSCIÊNCIA. Assim seremos, segundo sua vontade, uma grande nação, um reino que trabalha pelo engrandecimento cultural, econômico e político de nossa gente.

Depois de ouvir tais considerações, o rei queda pensativo. Ergue-se em gratidão pelos conselhos recebidos e entra na sua carruagem real. Antes de partir, a senhora COMUNIDADE o chama:

– Espere senhor! Ainda tenho mais a lhe dizer: trabalhe incansavelmente pela educação (a redentora), pela saúde, pela infra-estrutura da nossa terra. Assim, Vossa Majestade terá a admiração, o respeito, o reconhecimento justo do seu povo. Tenha ouvidos sensíveis para os reclames da sociedade. Saiba que "apenas se vê bem com o coração, pois nas horas graves os olhos ficam cegos", como tão bem disse Saint-Exupéry. Não esqueça jamais de repassar esta nossa conversa ao seu sucessor, para que ele também aprenda que a POLÍTICA é a arte do bem governar. Que o seu espírito se eleve para ouvir a comunidade! Lembre-se sempre daquela mensagem do Pequeno Príncipe: "O que conduz o mundo é o espírito e não a inteligência". Senhor rei, vá e cuide muito bem de nosso "CROAHU", ele é a nossa "ROSA". Ah! mais uma coisa: "fuja do elogio, mas tente merecê-lo". Para tanto, faça um governo embasado nos valores da justiça, da liberdade e da fraternidade humana.

E o rei partiu, ruminando as tão sábias palavras ditas pelas duas senhoras que encontrara em sua viagem. Teriam elas razão?! 

Davi Portela
Membro da APL

terça-feira, 21 de maio de 2013

Da série: Go back in time!

Estamos na páscoa de 1998. Você está diante de seu computador de última geração. Um intel pentium com processador de 100 Mhz, 32 MB de memória Ram e hd de 4 GB. Olhe que só o HD é bem menor em espaço que muitos pen drives de hoje.  Agora abra seu aplicativo office Word 97 para digitar algum texto. Mas antes uma brincadeirinha... Que tal?

Escreva em maiúsculo isso:  NY Q 33 

Uma espécie de abreviatura da maior cidade norte americana e uma quadra qualquer. Que pode inclusive ser tirada das centúrias de Nostradamus... Ui...

Para ficar melhor, selecione tudo e aumente o tamanho da fonte para tamanho 50...

Agora vá em tipos de fonte e escolha esta, sem aspas é claro  " Wingdings  " 

Ficou assustado?

É meu caro colega, ou quem escreveu o programa é um grande vidente ou um Pai Dináh de mal gosto, não acha?

Este ovo de páscoa está no word desde a versão 1995.

Por isso eu digo. Seja amigo dos programadores... Se não puder ser amigo, não queira ser inimigo... rsss

Tenho dito... E sempre!!!

Manuel de Jesus
Membro da APL